quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ITAPIRA, 192 ANOS!!!


Neste dia 24 de Outubro, a cidade de Itapira completa seus 192 anos!
Itapira foi a joia mais cobiçada do Setor Leste naquele inverno de 1932, onde a vanguarda paulista lutou e resistiu bravamente para defender o sagrado solo Itapirense, nas montanhas frias de Eleutério, nas terras férteis das fazendas, nos morros e colinas de Vergel e Gravi. Centenas tombaram neste sagrado solo.
Após a tomada da cidade pelo exército federalista, depois de ter sofrido saques, devastações, humilhações e abusos, a cidade se reergueu. Foi admirada por Getúlio Vargas e seus generais, que por aqui passaram. Das tropas do Rio Grande do Sul, aos soldados e policiais de Minas, Sergipe, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, todos vislumbraram a beleza e o clima agradável de nossa linda Itapira.
Nas palavras do Imortal Itapirense em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras:

"... A glória desta Academia me reconduz a um ensolarado trecho de juventude, na Itapira dos céus inconfinados, com seu parque suspenso como um jardim babilônico sobre as escarpas de Cubatão, mirante destinado a mostrar as cambalhotas líquidas de que é capaz o Rio do Peixe, as tonalidades verdes que enriquecem a várzea e a fascinação nômade dos acampamentos dos ciganos. Agita tudo isso – memórias de homens e desenhos de paisagens – uma tão espessa rajada de lirismo e de saudade que traz nas suas asas a música ingênua das estrofes dos Poemas do Vício e da Virtude, balbucio inaugural de minha descolorida aventura literária, livro de estréia que Souza Bandeira paraninfou ..."
Menotti Del Picchia

Para presentear nossos leitores pelos 192 anos de Itapira, segue um grupo de postais feitos entre as décadas de 50 e 60 sobre nossa linda Itapira.
















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Eric Lucian Apolinário

Pesquisador - Presidente
(19) 98102-7351
Núcleo MMDC de Itapira "Cel. Francisco Vieira'


O MAIOR ITAPIRENSE DE TODOS OS TEMPOS


Na manhã deste sábado, 20, o Portal Cidade de Itapira e jornal A Cidade com o apoio da Associação Comercial e Empresarial de Itapira homenagearam o Coronel Francisco Vieira com o diploma de Maior Itapirense de Todos os Tempos – versão 2012.

O evento será realizado todos os anos objetivando rememorar os grandes nomes da comunidade itapirense que contribuíram para o desenvolvimento de nossa cidade. Francisco Vieira é o primeiro a integrar a galeria.

A homenagem contou com a presença dos bisnetos de Francisco Vieira, Michele Cremasco Vieira e Francisco Vieira, dos representantes do Núcleo M.M.D.C. de Itapira, Eric Lucian Apolinário, João Paulo Marquezini Machado, Carlos Henrique Marquezini Machado, diretoria da ACEI, do jornal A Cidade e Portal Cidade de Itapira.





























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sábado, 20 de outubro de 2012

HOMENAGEM AO CEL. FRANCISCO VIEIRA


O "Portal Cidade de Itapira" organizou a votação intitulada: "O Maior Itapirense de Todos os Tempos". Nesta primeira edição, em 2012, o grande eleito foi nosso patrono, Cel. Francisco Vieira. Para receber  a honraria, seu bisneto Francisco Vieira recebeu o diploma.
Abaixo, o video completo do evento:



QUEM FOI FRANCISCO VIEIRA:

Francisco Vieira nasceu em Itapira no ano de 1881, ainda época do Império. Filho do Sr. Joaquim Francisco de Assis Vieira e Dona Alexandrina da Silva Vieira, católicos, e por ser criado à luz desses valores,  seguiu a religião de seus pais. Estudou no Colégio São Luiz na cidade de Itú até 1897 e após, no Ginásio Paulista, na cidade de São Paulo até 1899. Ingressou na Escola de Farmácia e Odontologia, onde se formou em Farmácia no ano de 1903, com muitos méritos escolares. Em 1904 casou-se com Dona Isaura da Silva Vieira, consórcio do qual vieram ao mundo, os filhos: Maria Aparecida Bueno (esposa de Dorival Bueno), Francisco Vieira Filho, Isaura Souza (esposa de Ollinto Meirelles de Azevedo Souza), Ivete Job (esposa de Abel Job) e as jovens Ivonnete, Ivone e llze.
Ele pôs sua riqueza a serviço da comunidade. Era compromisso pessoal e moral com os que mais precisavam. Este   é o ideal que muitos hoje buscam, com o rótulo de “responsabilidade social “. Virgolino, já o tinha. Não só ele. Quando Virgolino estava com 9 anos de idade, outro itapirense ilustre e abnegado, era eleito pelos seus pares, como Intendente (prefeito) em Itapira e, seria reeleito como tal durante 15 anos consecutivos. Qualquer entidade ou organização, só alça vôo seguro, quando as pessoas que detém posses e prestígio, participam delas. Nome e riqueza ... essenciais para Itapira.
O “Diário do Povo”, de Campinas, publicou ontem uma interessante reportagem, ouvindo uma conversa de militares na “gare” daquela cidade, no momento do embarque de tropas para o “front”. Um oficial moço, de maneiras distintas, exclama:

“... Não será do nosso lado que a corda arrebentará. Temos chefes valentes, como o capitão Potiguara, Chico Vieira, tenente Isidoro e outros. Quem é Chico Vieira? Chico Vieira é o homem que está em toda parte. Fazendeiro e gerente do Banco Comercial, em Itapira, certo dia lá foi ele com um aviador. Faz reconhecimentos, atira bombas, volta. No outro dia, sai um piquete de cavalaria em reconhecimentos. Chico Vieira segue com eles! Agora é a infantaria que avança. Lá está o Chico Vieira! Os soldados não o conhecem por Chico Vieira. Chamam-no “O Homem de Aço”...”.

Chico Vieira recusou ser comissionado no posto de coronel. Comanda, mas o seu poder de comando reside na confiança que lhe depositam todos os combatentes e no prestígio de que goza entre eles. É apenas um soldado raso que está em toda parte.
Em São Paulo, foi Superintendente da Cia Armazéns Gerais e da Cooperativa Central de Laticínios, ambas do Estado de São Paulo.
Em 1909, Itapira conheceu o automóvel. Três primeiros automóveis rodaram pelas ruas da cidade e, um deles era de propriedade dos Srs. Dr. Norberto da Fonseca e Cel. Francisco Vieira.

 "...O ano de 1909 assinalou aquilo fantástico, inacreditável. A vinda para a pequenina Itapira do primeiro automóvel, a máquina diabólica de marca francesa, 4 cilindros, com força de 28 cavalos, propriedade dos Srs. farmacêutico Francisco Vieira e do médico Dr. Norberto da Fonseca. Isso ocorreu no mês de junho e o desembarque na estação da Mogiana chamou a atenção da população em peso, já que todo mundo foi ver o tal do “chaufeur”, arrancar a máquina barulhenta de dentro do vagão. E teve gente que não acreditou naquilo que cheirava feitiçaria. Como podia aquilo rodar pelas ruas sem o auxilio de uma parelha de vigorosos animais? Como o padre Bento teve coragem de jogar água benta naquilo que tinha parte com o diabo?..."
JORNAL CIDADE DE ITAPIRA - 1973.

Regressando à Itapira, montou uma Farmácia. Além desta empresa, participou e/ou criou outras: serraria, fábrica de gelo, de mosaicos, tecidos de algodão e da fábrica de parafusos de fenda em São Paulo. Construiu também vários prédios em Itapira, em 1928 possuía 13 casas. Foi sócio da firma Pereira& Irmãos (Fazenda São Joaquim) e era dono da Fazenda São Francisco, que produzia algodão, café e ainda contava com um rebanho de gado leiteiro.
                Na política, logo em 1910, foi eleito vereador e indicado com Intendente. Foi presidente da edilidade até 1930. Foi membro do diretório do PRP - Partido Republicano Paulista de 1916 a 1930 e posteriormente diretor do Partido Constitucionalista. Foi eleito deputado para a Câmara Estadual em 14 de outubro de 1934.
Durante o mandato como Intendente, soube dotar a cidade de importantes melhoras: numerosas associações particulares tiveram seu concurso vantajoso, dando-lhes prestígio e desenvolvimento. Em 1917 fundou o Tiro de Guerra e, no mesmo ano, a instalação da Cruz Vermelha, presidida por sua esposa. Em 1918, com o surto da gripe espanhola, ele por ser farmacêutico, foi incansável no atendimento da população. Em 1924 presidiu a Escola Comercial. Ainda em 1924, a instalação do Banco Comercial do Estado de São Paulo, sendo ele o gerente até 1934.
Participou ativamente das revoluções de 1924, 1930 e 1932. O titulo de Coronel que detinha, visto que ele não era membro do Exército Brasileiro, era uma patente devido a sua ligação com a Guarda Nacional. Explico: Após o grito do Ipiranga em 1822, por cautela, foi fundada, oito anos depois, por decreto, a Guarda Nacional. Contava com civis e a finalidade era de servir e honrar a Constituição, a liberdade, a integridade do povo e auxiliar o exército na defesa do solo pátrio por mar e terra. Então, os títulos de coronel, tenente, capitão, major, eram dados aos chefes políticos das várias cidades brasileiras. Foi o caso de Francisco Vieira, conhecido como “Coronel Chico Vieira”.
No futebol, foi admirador e incentivador ardoroso.

   “...Era presidente do Sport, o mais poderoso esquadrão futebolístico de Itapira. Para reforçar o seu “11”, que era a sua maior vaidade, trouxe para o time um jogador de fora, verdadeiro demônio da pelota e de nome Carabina. Daí aquela piada na boca do povo: - no ano de 1923 entrou em Itapira a Carabina de efeito arrasador, por ordem do Coronel Chico Vieira, o manda-chuva da cidade, mas que, embora bom atirador, não feriu e nem matou ninguém.”
(Odete Coppos )

Em 28 de maio de 1951, através da Lei n. 92, o Estádio Municipal passa a se chamar “Coronel Chico Vieira”, pela assinatura do então prefeito em exercício Marcelo Avancini.
Francisco Vieira faleceu em São Paulo, no dia 05 de Maio de 1946. Itapira nunca antes nem depois, viu tão triste espetáculo fúnebre. Quando o trem que continha o esquife com o corpo do Cel. Francisco Vieira chegou à estação de Itapira, já era por volta de 21h00. Em procissão, milhares de pessoas seguiram pela José Bonifácio até sua casa que fica ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha. Durante toda a noite, seu corpo foi velado. No dia seguinte, outro cortejo levou seu corpo até o interior da matriz, onde foram feitas as últimas orações, logo depois, o cortejo a pé seguiu até o Cemitério da Saudade, onde foi enterrado. Sua última vontade foi realizada, hoje descansa em paz em sua terra querida.
No ano seguinte ao de sua morte, no dia 13 de Agosto, foi inaugurado um busto na parte de baixo da Praça Bernardino de Campos. Como não podia ser diferente, a cidade o homenageou com uma herma (seu busto) que está na Praça Bernardino de Campos, ao lado do monumento das Bandeiras e da herma de João Nogueira. Homenagem mais que justa a alguém que fez muito pela terra onde nasceu e prosperou.


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sábado, 13 de outubro de 2012

EXPOSIÇÃO EM COMEMORAÇÃO AOS 192 ANOS DE ITAPIRA

Clique na imagem para melhor visualização:


COLAR DA VITÓRIA



Nova comenda criada pela "Sociedade Veteranos de 1932-M.M.D.C.", de São Paulo, em comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Chama-se "Colar da Vitória". Segue abaixo o decreto assinado pelo Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin:


Decreto nº 58.071, de 24 de maio de 2012

Dispõe sobre a oficialização do Colar da Vitória, evocativo dos 80 (oitenta) anos da Revolução Constitucionalista. GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais e à vista da manifestação do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, Decreta: 

Artigo 1º - Fica oficializado, sem ônus para os cofres públicos, o Colar da Vitória, evocativo dos 80 (oitenta) anos da Revolução Constitucionalista, instituído pela Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, nos termos do regulamento que acompanha este decreto. 
Artigo 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. 

Palácio dos Bandeirantes, 24 de maio de 2012 
GERALDO ALCKMIN 

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REGULAMENTO DO COLAR DA VITÓRIA, EVOCATIVO DO 80 (OITENTA) ANOS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA.

Artigo 1º - O Colar da Vitória, evocativo dos 80 (oitenta) anos da Revolução Constitucionalista, é instituído pela Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, e tem por objetivos homenagear personalidades brasileiras ou estrangeiras, bem como instituições que tenham colaborado para a divulgação de estudos relacionados com a nossa História e em particular àqueles que dizem respeito à gloriosa epopéia da Revolução Constitucionalista de 1932. 

Artigo 2º - O Colar da Vitória, evocativo dos 80 (oitenta) anos da Revolução Constitucionalista, é constituído: 

I - no anverso: escudo redondo de 20mm (vinte milímetros), campo de sable (preto) ao centro um capacete de aço, sobreposto a um gládio o todo colocado sobre uma coroa de louros, tudo de ouro (amarelo), orlado de ouro (amarelo) ostenta nesta uma inscrição em caracteres versais maiúsculos de sable (preto), na parte superior "VITÓRIA" separada por 2 (duas) estrelas de 5 (cinco) pontas da frase: "REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA 80 ANOS", suportado por um conjunto de 70mm (setenta milímetros) formado de 4(quatro) flores-de-lis de goles (vermelho) perfiladas de ouro (amarelo), dispostas em forma de cruz, intercaladas por 4 (quatro) folhas de acanto de ouro (amarelo), apresentando suas bordas em ouro (amarelo) polido, e partes internas de ouro (amarelo) fosco; 
II - no reverso: inscrito ao centro em caracteres versais maiúsculos o nome da entidade promotora: SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - MMDC
III - o medalhão pende de uma fita de gorgorão de seda chamalotada de 40mm (quarenta milímetros)listada com as seguintes cores e proporções: 

a) no centro - preto, com 10mm (dez milímetros); 
b) ladeado por amarelo, com 5mm (cinco milímetros); 
c) ladeado por vermelho, com 10mm (dez milímetros). 

§ 1º - Acompanharão o colar, a miniatura, a roseta, a barreta, o histórico descritivo e o diploma. 
§ 2º - O diploma terá as características e dizeres a serem estabelecidos pelo Conselho do Colar. 

Artigo 3º - O Colar será concedido pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, por provocação de qualquer membro efetivo e integrante das Diretorias Executivas em exercício, e aprovação do Conselho do Colar. 

Artigo 4º - O Conselho do Colar é formado e integrado por 5 (cinco) componentes, sendo 4 (quatro) personalidades escolhidas e indicadas pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, e presidida por este último. 
Parágrafo único - As decisões do Conselho do Colar somente serão consideradas válidas, quando tomadas em conjunto em assembléia prévia e especialmente convocada, salvo questões de foro relevante. 

Artigo 5º - O Conselho do Colar se reunirá por convocação de seu Presidente, tantas vezes quantas se tornarem necessárias ao bom cumprimento de suas atribuições, incluindo a solução dos casos omissos deste regulamento. 

Artigo 6º - As propostas para a outorga do Colar serão dirigidas ao Conselho do Colar em requerimento especial, contendo as razões/justificativas acompanhadas do "curriculum vitae" do proposto. 

Artigo 7º - A aprovação das propostas se fará pela maioria dos votos dos membros do Conselho do Colar presentes, "ad referendum" do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito. 

Artigo 8º - Os diplomas acompanhados do "curriculum vitae" do indicado serão encaminhados ao Conselho Estadual de Honrarias e Mérito para deliberação e registro. 
Parágrafo único - A recusa do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito em registrar o diploma importará no cancelamento da indicação. 

Artigo 9º - A entrega da venera ocorrerá preferencialmente em solenidade especial, ou em ocasiões determinadas e consentidas pelo Conselho do Colar, mas obrigatoriamente realçando e valorizando a outorga e o fato histórico da Revolução Constitucionalista. 

Artigo 10 - Perderá direito ao Colar devendo devolvê-lo, juntamente com seus complementos, à Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, entidade promotora, o condecorado que praticar qualquer ato contrário à dignidade ou ao espírito da honraria, garantido o devido procedimento administrativo e assegurado pela Carta Mandamental - devido processo legal, amplo direito de defesa e os recursos a ela inerentes, dando-se por maioria absoluta dos votos de seus membros especialmente convocados para esse fim. 

Artigo 11 - Mantida a cassação do Colar e decorrido o prazo para interposição de qualquer ato recursal, a decisão será formalizada pelo Conselho do Colar. 

Artigo 12 - A medida de que trata o artigo 11 deste regulamento será determinada pelo Conselho do Colar, por maioria absoluta de seus membros, comunicando-se ao Conselho Estadual de Honrarias e Mérito. 

Artigo 13 - Na hipótese da extinção do Colar, seu cunhos, exemplares remanescentes e complementos serão recolhidos ao Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, sem quaisquer ônus para os cofres públicos. 

Artigo 14 - O presente regulamento somente poderá ser alterado após a manifestação do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito.





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SALVO CONDUTO ENCONTRADO EM ITAPIRA

     Mais uma descoberta enriquecedora, fruto da pesquisa do “Núcleo M.M.D.C. de Itapira”. Desta vez, em conversas com os amigos Plínio Magalhães da Cunha e Maria Carmelita da Cunha, os pesquisadores do Núcleo souberam um pouco mais da história de João Pereira da Cunha, um médico Itapirense que participou ativamente da Revolução de 1932, cuidando dos feridos e da população.
     No início do mês de setembro de 1932, Itapira havia sido tomada pelas tropas federais, provenientes principalmente de Minas Gerais, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Sul. O então prefeito João Manoel Pereira de Oliveira havia sido deposto e fugido da cidade, assim como muitas outras autoridades municipais. Em seu lugar, por ordens do general Jorge Pinheiro, os militares obrigaram que João Moro assumisse o cargo de Prefeito, tendo ao seu lado, ocupando o cargo de Delegado Militar de Itapira, o Capitão Oscar Mascarenhas. Segundo os relatos de testemunhas e sobreviventes, o grande “algoz” de Itapira durante os dias sombrios de ocupação militar.



      João Pereira da Cunha montou uma clinica médica em Itapira juntamente como Dante Pazzanese, seu colega, logo depois que se formaram. Além de exercer a medicina, João Pereira da Cunha, foi vereador na cidade. Era filho de Jacintho Franklin da Cunha, que foi o 3º prefeito de Itapira. 




     Segundo Plínio e Carmelita, o médico João Pereira da Cunha, como todos os outros cidadãos Itapirenses, usava o “Salvo Conduto” para poder trabalhar, atendendo seus pacientes, para sair pela cidade, enfim, para tudo que precisasse, incluindo viagens para outras cidades, pois sua esposa se encontrava em São Paulo para dar a luz ao seu filho João Paulo. Sua casa havia sido tomada pelas tropas que ficaram em Itapira logo após a implantação do “estado de sitio”, pela Prefeitura Militar. Transformaram a casa em um quartel, por onde passavam centenas de soldados. Esta casa ainda existe: é o mesmo prédio que hoje abriga a “Fórmula Mil”.



     Seus descendentes contam que roubaram tudo o que a família possuía, até mesmo  o anel de formatura dele não foi poupado. As travessas de porcelana de sua esposa foram usadas como pinico, os soldados federalistas destruíram todo o interior da casa. O que não levaram, quebraram. Quando João Pereira da Cunha voltou à casa, após o final do ano de 1932, encontrou móveis, utensílios domésticos e livros dele em casas de outras pessoas. 



     O  presidente e fundador do Núcleo M.M.D.C. de Itapira, o historiador Eric Apolinário,  agradece à família Magalhães da Cunha, em nome do historiador Plínio Magalhães da Cunha, pelo apoio e confiança e pede que se alguma família possuir informações sobre ex-combatentes, que entrem em contato com o Núcleo, para que sua história seja preservada e contada às futuras gerações. 

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